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EM GREVE! Em certos momentos, estampamos em nosso semblante uma faixa com os dizeres: "EM GREVE". Neste ínterim nos recusamos a exercer a nobre função de melhorar a vida e o mundo. Esta fase pode durar minutos, horas ou até mesmo dias. Alguns de nós parecemos em contínuo cessar de nossas atividades de afeto positivo. Basta alguma coisa nos contrariar que a mensagem, automaticamente, surge em evidência. Nem precisa ser um grande motivo, uma decepção com alguém importante para nós, uma perda irreparável, um grande prejuízo financeiro. Somos grevistas de plantão e esboçar fúria, tristeza e cara de poucos amigos é nossa vocação inconsciente. Nem percebemos, apenas nos damos conta quando alguém nos alerta perguntando-nos que bicho nos mordeu para estarmos tão sem paciência e bravo daquele jeito. Esta greve é maléfica demais, prejudica a todos. A harmonia do ambiente é quebrada porque um elemento dissonante contamina todo o resto. É muito chato quando todos estão com astral elevado e alguém ( o grevista) permanece impassível, indiferente e com emoções opostas de negativismo e insatisfação. Infelizmente em maior ou menor grau, a imensa maioria de nós somos assim. Raríssimas são aquelas pessoas que sempre estão trabalhando ativamente para que sentimentos de amor e paz sejam espalhados aonde estão. O comum é variarmos de humor e isso é até natural, humano. O que não pode acontecer é isso se tornar algo repetitivo em nosso dia-a-dia. Todo excesso é perigoso e entrar em greve constante, boicotando o florescimento das coisas positivas da vida é algo para se repensar. Não podemos entrar em greve quando se trata de promover os sentimentos sublimes da vida como alegria, entusiasmo, empatia, interesse pelo outro, desejo de encontro verdadeiro, amor. Isso não!!! Fazermos greve, paralisando a execução desses trabalhos, traz prejuízos para a humanidade inteira. Não nos apercebemos ainda somos uma grande família: a humana. Quando alguém não está bem, todos sentem. A festa perde o sentido, a alegria dá espaço à preocupação, o alto astral cai a níveis baixíssimos. Que tipo de grevistas da vida somos? Assíduos ou relapsos? Neste assunto, a eficiência é demonstração de incapacidade de viver. Já que este estigma está em nós, lutemos contra ele. Façamos cada vez menos e rapidíssimas greves. Daquelas imperceptíveis. Nada de manifestações mostrando o semblante abatido para o mundo inteiro. O nosso patrão - O Pai do Céu - é bom de negociação. Ele dispensa piquetes e paralisações, concede-nos o que reivindicamos, sem vacilos. Todavia, exige que trabalhemos com empenho na construção de uma humanidade melhor. E as horas-extras? Sim , às vezes serão preciso fazê-las para substituir algum grevista temporário. Mas tudo é remunerado direitinho por Ele. Se na vida profissional as greve são direito para melhorar as condições de trabalho, salários e garantir o emprego, na existência não. Os motivos não as justificam, porque já somos muito bem atendidos naquilo que precisamos. O nosso sindicato é competente e nos garantiu um bom acordo coletivo, com inúmeras vantagens quando viemos ao mundo. Uma delas? A de sermos herdeiros do dono de tudo: Deus. Também pudera, pois dele participam Jesus, Maria e muitos anjos. Joguemos fora as faixas que vez ou outra se destacam em nossa face, indicando greve de bons sentimentos. O trabalho nos espera e a produção já está atrasada... Então... mãos à obra!!! Geraldo Anastácio. |
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