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CRÍTICAS Não adianta, os críticos sempre estarão presentes a nossa vida. Basta fazermos alguma coisa que mereça destaque e lá surgem eles fazendo suas observações. Colocando-se na posição de julgamento apontam defeitos, modos de se fazer melhor, etc. O difícil é para nós aceitarmos os comentários, sem aquela sensação de frustração. Na verdade, nenhuma crítica é prontamente aceita como construtiva. Afinal, caprichamos tanto e mesmo assim ainda não está bom! Daí surge a pergunta: será que não vamos acertar nunca? É certo que estamos longe da perfeição, aliás enquanto estivermos por aqui, jamais o seremos. Mas possuímos lá os nossos méritos... Para superar os críticos precisamos desenvolver algumas ferramentas existenciais. Uma delas é a auto-estima. É necessário nos amarmos totalmente e não possuir nenhum complexo de inferioridade. Saber quais são as nossas qualidades e valores e nos assumirmos como competentes naquilo que fazemos. A auto-estima nos faz caminhar com mais tranquilidade diante das críticas que o dia-a-dia nos reserva. Outra ferramenta que auxilia bastante é a não-inculcação. Não ficarmos cheio de impressões negativas sobre os comentários que fazem sobre os nossos trabalhos e iniciativas. Por mais dura que seja uma crítica, não passa de opinião, de ponto de vista. Não é uma verdade absoluta, algo irrefutável, apesar de terem razão, às vezes. Devemos possuir cuca-fresca diante das observações dos críticos. O segredo é deixar passar a crítica, sem ser prejudicado por ela, mas se beneficiar delas, sempre. Há que se prestar atenção também às pessoas que formulam-nas. Avaliarmos se são merecedoras de atenção ou não. Existem aquelas cuja única função na vida é desmerecer o que os outros fazem. São negativistas de plantão. A estas jamais iremos agradar. Outras, fazem as críticas movidas por inveja, frustração, etc. Também não merecem muito crédito. As críticas mais valiosas e dignas de atenção são as vindas daquelas que realmente gostam de nós. Estas, sim, são críveis e suas palavras possuem peso maior. Interessante é saber aproveitar, todavia, todos os aspectos positivos das críticas que recebemos. Observar mesmo daqueles que sabemos serem destrutivos, se possuem alguma razão no que dizem e incluir nos próximos trabalhos. Quem é sábio sempre aprende alguma coisa, mesmo de situações adversas e contrariedades. Contam que George Bernard Shaw, famoso dramaturgo inglês, certa vez foi assistir à estréia de uma de suas peças. Quando terminou, subiu ao palco e todo o teatro aplaudiu, em pé, o belo trabalho. Todavia, um na primeira fileira não bateu palmas e demonstrava descontentamento. Logo depois, o descontente, aproximou-se de Shaw e disse: " Senhor Shaw, não gostei de sua peça. É muito ruim!". Diante do comentário Shaw respondeu: "Eu também não. Mas quem somos nós perto dessas centenas de pessoas que gostaram!?". Não sejamos sufocados pelas críticas, mas façamos delas alavancas para o crescimento pessoal. Essa é a melhor ferramenta para sobreviver na era dos críticos de plantão. Geraldo Anastácio. |
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