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QUANDO É CONOSCO... Temos o péssimo defeito de julgar as atitudes dos outros de maneira rápida. É quase em tempo real. Fez já está julgado e avaliado. O resultado sempre é favorável a nós, claro. Os defeitos, quem possui, são as outras pessoas. Os nossos atos justificamos com todo ardor e eloquência . "Bem, agi assim porque era o melhor a se fazer naquela situação... etc,etc.". Quando é conosco sempre temos uma explicação e não aceitamos argumentações contrárias. Estamos com a razão e ninguém está autorizado a fazer juízos de nossos comportamentos. Que ótimo, se fossem dois pesos e duas medidas. Mas não é assim que ocorre. Até mesmo para nos elevarmos e creditarmos virtudes louváveis à nós, olhamos com lentes de aumento o que os outros fazem. Quanto a nós, tornamo-nos míopes e não enxergamos os inúmeros erros que cometemos. Triste problema humano. Muitos prejuízos causamos à reputação das outras pessoas pelos equívocos de julgamento. Como não guardamos apenas para nós a opinião que formulamos, os estragos são incalculáveis. Sábio, portanto, é todo aquele que procura não julgar. Como disse o Mestre Jesus, é preciso que olhemos o grande cisco em nossos olhos antes de querer tirar o que está no olho do próximo. Quem faz isso na prática? Sinceramente, penso que pouquíssimas pessoas. Será que somos, desde o nascimento, vocacionados a juízes? Será que em nossas veias corre sangue jurídico? Acredito que sim... porque não cessamos de fazer julgamentos o tempo inteiro! Juízes que erram na sentença e sem direito à apelação, diga-se... Que maravilha seria o mundo se todos passássemos a realizar o inventário pessoal, antes de nos lançarmos na tarefa de vasculhar a vida dos nossos semelhantes. A convivência seria melhor, pois confiaríamos mais uns nos outros e teríamos mais tempo para realizar coisas úteis à humanidade. Como não é assim... lamentamos. Para reforçar minhas argumentações, deixo a reflexão abaixo e desde já espero não contar com o seu julgamento e condenações precipitadas. Não é esquisito que: Quando o outro não faz é preguiçoso. Quando você não faz...Está muito ocupado? Quando o outro fala é intrigante. Quando você fala... é crítica construtiva? Quando o outro se decide a favor de um ponto, é cabeça. Quando você o faz... está sendo firme? Quando o outro não cumprimenta, é mascarado. Quando você passa sem cumprimentar... é apenas distração? Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta. Quando você fala... é porque precisa desabafar?. Quando o outro se esforça para ser agradável, tem segunda intenção. Quando você age assim... é gentil?. Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco. Quando você o faz... está sendo compreensivo?. Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo. Quando você o faz é iniciativa?. Quando o outro progride, teve oportunidade. Quando você progride... é fruto de muito trabalho?. Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso. Quando você o faz... é prova de caráter? Sem comentários! Geraldo Anastácio. |
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