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PARECIDOS COM O QUE?

As comodidades da cirurgia plástica estão criando um novo modismo: o das pessoas fazerem plásticas e mais plásticas até se tornarem semelhantes aos ídolos do cinema e da televisão. Existem até programas em emissoras de outros países que acompanham passo a passo a transformação.

Mais uma contradição do século XXI. Aliada à homogeneidade de idéias e comportamentos, gerando uma triste monotonia, agora até fisicamente o ser humano quer ser massificado. Pode? Aproveito este gancho para falar da importância da individualidade.

As pessoas estão fazendo o caminho inverso. O que diferencia uma pessoa é a sua peculiaridade, seus atributos únicos e sem cópias no universo. Podemos, em relação ao ser humano, afirmar que Deus fez cada um e jogou a receita fora. Nem mesmo os gêmeos são iguais.

Destacamo-nos quando fazemos tudo para sermos mais e mais idênticos a nós mesmos. Aquilo que somos e manifestamos; o que aprendemos e aprimoramos; o conhecimento e nossas qualidades, aptidões e a nossa vontade de desenvolvê-las; a descoberta da vocação essencial que possuímos. Essas devem ser as plásticas existenciais a serem feitas. Cortando os excessos, eliminando as imperfeições para revelar o belo ser que somos, vamos nos tornando mais semelhantes a nós mesmos. Isso é fantástico!

Por isso é aconselhável não copiar em atitudes, maneiras ( muito menos fisicamente!) os outros. Sejamos simplesmente aquilo que somos. A beleza está justamente na diversidade. Além disso, Deus nos fez para um papel exclusivo. Assumir o que é dos outros significa negligenciar nossa missão. E o que nós não fazemos, ninguém fará, com isso perdemos todos.

Precisamos resgatar duas palavras que andam esquecidas: originalidade e autenticidade. Temos que batalhar para sermos originais, isto é, inéditos e por isso excepcionais. Como é bom convivermos com pessoas que não são imitações baratas do mundo, mas exemplares únicos. Conviver com elas faz-nos melhores e nos ajuda na descoberta de nosso ser original. Faz-se necessário também redescobrir a importância da autenticidade. Ser autêntico é ser verdadeiro e somente o é quem se dispõe a viver a sua verdade humana, assumindo-se na vida.

Mais parecidos com nós mesmos, eis a nossa meta. Descobrindo os nossos valores, a nossa verdade e não aceitando sermos o que os outros querem, mas únicos, originais e autênticos.

Geraldo Anastácio.


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Última atualização: 21/01/2005 11:15:23